M.V. Stephanie Sakata · CRMV-SP 75126
Na maioria dos cães e cavalos de esporte e de trabalho, a lesão não vem de um movimento errado isolado. Vem de carga acumulada em um corpo que não foi preparado para ela.
Aquecer eleva a temperatura do músculo e do tendão, aumenta a circulação local e prepara o sistema nervoso para o padrão de movimento que vem a seguir. O tecido aquecido tolera melhor a variação brusca de carga, e a coordenação nos primeiros minutos de esforço melhora — é exatamente nesses minutos que muitas lesões acontecem.
O desaquecimento tem a mesma lógica invertida: reduzir a intensidade progressivamente em vez de parar de repente. É também o melhor momento para observar o animal — assimetria, relutância em apoiar, edema ou calor localizado aparecem com mais clareza logo após o trabalho.
Recuperação entre sessões faz parte do treino, não é pausa do treino. Sem intervalo suficiente, o tecido acumula microlesão e o rendimento cai antes de a lesão aparecer.
Prevenção é o mesmo trabalho da reabilitação, feito antes da lesão.
Treinar apenas a modalidade reforça o padrão que o animal já domina — e as compensações que ele já criou. Fortalecimento específico, trabalho de simetria e controle neuromuscular fora da pista ou da pista de trabalho sustentam a temporada inteira. A avaliação funcional identifica onde está a fraqueza e orienta o que treinar.
Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação do seu animal por um médico-veterinário.
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